sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Eu, pessoas e dias.

Ultimamente, os dias têm sido longos. Tão longos quanto um congestionamento quando se está atrasado. Porém, tenho tido alguns momentos poucos de descanso: entre uma tarefa e outra, uma espera, um suco, um sorvete. Nestes pequenos intervalos, tenho me curtido: eu e eu mesmo.

Tenho costume de sair sozinho, não um costume muito cultivado, mas muitas vezes anseio por dar-me este prazer. É muito bom colocar idéias no lugar e prestar atenção em pessoas que estão preocupadas em ir de um lugar ao outro.

Quanto menos tempo temos para nós mesmos, mais entramos no modo automático e levamos nossas relações interpessoais do jeito mais fácil. É como olhássemos as outras pessoas através de um vidro: estão perto, porém não as tocamos. Sempre penso nisso e tento o possível para não repetir o que já é tão feito. Olhando nas praças de alimentação, nas filas e salas de espera, vemos muitas pessoas iguais. São todas esteticamente diferentes, mas no trato com os desconhecidos e pessoas fora de seu "grupo natal" são frias e evasivas.

Eu acho um absurdo não sorrir e dar bom dia para quem está te atendendo em algum lugar. A pessoa pode não te retribuir e continuar emburrada, mas você deu o primeiro passo e reconheceu que está falando com uma pessoa, e não com um cargo. Mesmo que ela não te ajudou em nada, agradeça o tempo que você desperdiçou dela. Você pode não ser lembrado nunca mais por ela, mas certamente não deixará a marca que pessoas são rudes.

Não acredito que essa leveza no trato vá trazer grandes benefícios logo de cara, ou até mesmo a longo prazo, mas é uma pequena tentativa de abaixar a janela, de olhar nos olhos e encarar o mundo com confiança e um pequeno otimismo.

É baboseira? Pode ser. Dizem que São Paulo é uma cidade fria. Frio são os invernos dos nossos corações.

1 comentários:

Frost disse...

Nossa, Rick. Achei surpreendente esse seu post... esse seu blog, isso tudo. Eu acho a mesma coisa, sabia? A gente fica vivendo num mundinho-bolha noss, só porque sair dele significa se arriscar, significa que alguém pode não responder ao nosso bom dia. Mas e daí?
... que nem você disse, importante é dar o primeiro passo.
Bjinho.
(ah, by the way, é a Swilla... =)