Por causa de uma costela quebrada, o menino que acabara de entrar na adolescência, foi ao médico. A radiografia atestava a fratura e revelava algo novo: uma pequena formação calcária em seu ventrículo esquerdo, uma pedrinha no coração.
"É grave, doutor?", perguntou a mãe aflita. O médico tentava esconder seu espanto diante da chapa plástica. Nunca antes havia visto tal coisa tão improvável. "A senhora deve levá-lo no cardiologista", e simplesmente saiu.
O cardiologista pediu inúmeros exames, e após os resultados concluiu:
"É uma formação calcária que está alojada na parede interna do ventrículo esquerdo. Está até um pouco enraizada. Não há precedentes para isso."
Em prantos, a mãe abraçava seu filho. Não haveria cirurgia, pois não havia sintomas. Na verdade, não havia nada que indicasse que isso fosse de fato maligno. O conselho era esquecer disso e seguir em frente, e assim o fizeram.
Somente o menino sabia o que era, mas ficou com vergonha de falar. (Como todo menino na situação dele faria.) Era uma pedrinha de sonho, do sonho mais bonito, que morava em seu coração. Uma pedrinha que a gente torce para que nunca desapareça.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
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Um comentário:
I think it relly good!
But I think you could do it in endland.
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